Ainda há tempo...

quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Por: Eduardo Cabral

Vivenciamos uma geração extremamente teórica, sem muita prática com ou real interesse pela mesma. 

Me parece que a atual inversão de valores, em que o parecer é absurdamente mais importante do que "Ser", em todos os possíveis sentidos, acaba por nos proporcionar a estranha mania de apenas testemunhar e relatar o que nos cerca. E isso nos cria uma deplorável dificuldade quando se é necessário agir. 


"(...) Nosso conhecimento nos fez críticos, nossa sabedoria, duros e rudes. Nós pensamos muito e sentimos pouco. Mais que maquinário, nós precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de bondade e ternura. Sem essas qualidades, a vida será violenta e tudo estará perdido. (...)"

É assustador, mas estamos cultivando uma sociedade cada vez mais individualista. Com estéticas que se esbarram e egos que se confrontam, com medo de viver, optamos pelo breve conforto do ensaio. Pensamos demais e sentimos de maneira escassa e superficial.

The human being is becoming increasingly more being than human.

No fim das contas, o retrato desta nossa atual realidade só deixa evidente o fato de que não nos falta amor mas nos falta saber amar. Ou a capacidade de.

"As pessoas não são más, elas só estão perdidas. Ainda há tempo."

O futuro ou a decadência?

sábado, 11 de agosto de 2012
Eu me lembro perfeitamente como a juventude era diferente. À alguns anos atrás, os jovens perdiam o seu tempo nas ruas praticando a arte... Sim, isto mesmo, a arte de ser feliz! De saber aproveitar o seu tempo dedicando-se aos amigos, à família e à vida. Finais de semana eram feitos para piqueniques, sorvete, passeios, filmes e farras. Hoje, dias como sábado e domingo para a maioria destes, é sinô
nimo de passar a tarde e a noite toda colados em um PC, interagindo virtualmente com seus amigos virtuais e usando o twitter para lamentar sobre a vida que leva. Ponderante à isto, ainda existem aqueles adolescentisinhos que que gostam de uma farra, mas acham que a a farra que se trata é aquela onde contém putaria, bebida e muita cachaça, achando que estão bafando na night, sendo que na verdade, nem saíram de debaixo da saia da mãe. Antigamente, as mocinhas eram mais comportadas e tinham um certo charme, chamado timidez, onde gostar de um garoto era algo confidencial, restrito apenas entre ela e a sua melhor amiga, mas aquela de confiança e meninos tinham mania de mandar flores para as meninas. Gostavam de frequentar missas, com o intuito de poder dar uma "voltinha" depois na praça. Hoje, tudo é o contrário: As mocinhas já não gostam mais que as chama de mocinhas, querem aos 15 serem consideradas mulheres. Comportamento, é capenguisse, é coisa escrota, que só as patricinhas tem. Timidez já não é uma palavra mais usada, pois para muitas, gritar, dar escândalo e xingar a mãe no twitter é mais legal. O charme agora é "NÃO TÁ NEM AÍ PRA NADA". Gostar de um garoto? Que nada, agora o lema é: "Que gostar o que! Ele não me merece, VAMOS BEBER PORQUE AMAR TÁ FODA!" e ao mesmo tempo, saem beijando qualquer um que conhece, como se a boca fosse um pinico. Voltinha em praças? Isso não existe, o negócio agora é frequentar baladas e chegar às 4 da manhã trançando as pernas em casa, e o pior de tudo, é achar que todos estão as aplaudindo, que a sociedade está achando isso a coisa mais natural do mundo! Estudar é para os fracos, política é motivo de piada, saúde é o de menos e viver é sinônimo de bagunça. Que mundo é esse, onde a sociedade juvenil é apenas padronizada por roupas bonitas e lindas maquiagens, onde o TER é melhor do que o SER. Que mundo é esse, onde o futuro das gerações não acredita no amor e na simplicidade da vida?

Como amar uma mulher

segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Por Bob Marley


“Você pode não ser o primeiro homem dela, o último homem dela ou o único homem dela. Ela amou antes, pode ser que ela ame de novo. Mas se ela te ama agora, o que mais importa? Ela não é perfeita - você também não é, e vocês dois podem nunca ser perfeitos juntos, mas se ela te faz rir, te faz pensar duas vezes, e admite ser humana e cometer erros, segure-se a ela e dê a ela o máximo que você puder. Ela pode não estar pensando em você a cada segundo do dia, mas ela te dará uma parte dela que ela sabe que você pode quebrar - o coração dela. Então não machuque ela, não mude ela, não analise e não espere mais do que ela pode dar. Sorria quando ela te fizer feliz, diga a ela quando ela te deixar com raiva, e sinta a falta dela quando ela não estiver por perto. "

De posta em Porta

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Diretor: Steven Schachter

O Filme de porta em porta retrata a história real de Bill Porter, cujo sofria por paralisia cerebral e por isso, sofreu inúmeros preconceitos. Na realidade, Bill enfrentou todos os seus problemas e ganhou o prêmio de melhor vendedor dos Estados Unidos. 
Bill foi incentivado por sua mãe a procurar empregos, pois segundo ela, ele deveria viver como uma pessoa normal, aliás, ela sempre dizia que ele era uma pessoa assim como qualquer outra, portanto, através de seus incentivos, ele resolveu encontrar um trabalho e acabou conseguindo uma área rejeitada por muitos, tornou-se vendedor. Inicialmente, Bill foi recusado e discriminado por muitos, tanto por clientes, quanto nas reuniões da empresa, por seus colegas de trabalho, inclusive de algumas autoridades, recebeu inúmeros “nãos”, até que um dia, através de sua persistência e paciência, ele consegue realizar sua primeira venda. Desde então, suas vendas começaram a serem maximizadas, pois Bill era uma pessoa que cativava a todos com a sua personalidade, e aos poucos, foi conquistando vários clientes. Bill entendia as necessidades de suas clientes, quebrando qualquer barreira preconceituosa. Além de vendedor, ele tornara-se amigo de seus fregueses. Com isso, ele passou a sentir-se igual a todos, e por isso, não gostava que ninguém o tratasse como um deficiente, pois ele tinha pleno consenso de que ele poderia trabalhar e desenvolver-se como qualquer outra pessoa. A vida de Bill estava começando a ficar diferente e mais feliz, e mesmo com a perda de sua mãe, ele não se deixou abater. O tempo começa a passar e com o avanço da tecnologia, as vendas começam a serem alternadas para outra maneira. Bill não acredita neste novo processo, pois ele acha que a alma do negócio e das vendas, é vender olhando aos olhos de seu cliente e não a distância. Desde então, Bill resolve sair da empresa, e no fim, acaba por voltar.
O filme nos traz uma mensagem para refletirmos sobre os diversos preconceitos existentes em nossa sociedade para com deficiente, seja ele auditivo, visual, físico ou psicológico. Mostra-nos que apesar de possuírem estas anomalias, qualquer deficiente é igual a qualquer outro ser humano, ou até mesmo melhor. Não devemos julgar ninguém, não devemos duvidar da capacidade do próximo, mas sim, devemos aprender a conviver com todos, e construirmos uma sociedade mais justa e igualitária.