Pessoas inseguras se expõem mais do que deveriam?

domingo, 16 de janeiro de 2011
                                                                   Por Marcela Baggini.

Em mais uma de minhas noites de insônia, assistindo o filme “Forrest Gump, o contador de histórias”, fiz um paralelo com a vida de alguns conhecidos e percebi que sim, pessoas inseguras tendem a contar seus problemas para qualquer pessoa, sem ao menos saber se essa é de confiança.
   Para quem ainda não assistiu esse filme, que creio que são muitos, conta a história de Forrest Gump desde o dia que sua mãe lhe deu seu primeiro par de sapatos, que na verdade era um “ equipamento” para ajudá-lo a andar, uma vez que ele tinha problema nas pernas. Forest começa então a contar sua vida para estranhos que ele encontra em um ponto de ônibus. Não que ele fosse inseguro, mas sem dúvidas, se expôs.
   Quando temos algo que esta nos afligindo tendemos a contar para pessoas mais próximas, tais como nossas amigas e nossos pais, porém, pessoas inseguras buscam o que podemos chamar de “fontes não tão seguras” para tentar resolver os problemas.
   Com isso, essas pessoas que já não depositam tanta confiança em si mesmo quanto depositam nos outros, acabam ficando expostas em uma vitrine, sem proteção alguma e acabam, infelizmente, virando vitimas de fofocas, Bullying, etc.   
   Então, galera, não se preocupem com a quantidade de conselhos que vocês recebem, mas sim na credibilidade que eles tem.
   Não saiam por ai contando seus problemas, exibindo seus dilemas para pessoas que não são tão confiáveis, preservem-se. Seus maiores aliados para resolver seus problemas são, com certeza, seus pais e suas amigas. (:

Geeks podem causar evolução na sociedade :D

Por Nathália M. da Silva
Segundo estudos, o “nerd” moderno está presente em vários aspectos e estilos de vida.
   Com o avanço da tecnologia, as pessoas estão cada vez mais atualizadas com o mundo virtual e tecnológico. Isto vem ajudando muitos conceitos na sociedade, mas também, percebe-se que muitas pessoas acabam tornando-se escravas do mundo virtual. Diante disto, muitos indivíduos, inclusive no mundo jovem começaram a se adaptar ao estilo tecnológico, o que conseqüentemente, surgiram grupos, ou melhor, tribos, que foram denominadas como os Geeks.
   Geek nada mais é do que uma gíria, ou melhor, uma expressão que define pessoas ou grupos de pessoas excêntricas obcecadas por tecnologia eletrônica ou jogos eletrônicos. A definição degeek mudou consideravelmente ao longo do tempo e já não há um significado definitivo. Adolescentes, jovens ou até mesmo adultos estão cada vez mais fascinados pelo o que a tecnologia oferece, estão cada vez mais aguçados em fazer novas descobertas.
   Não seria interessante definir um Geek como um nerd, segundo estudos, há uma grande diferença entre estes. Nerds são aqueles coleguinhas que sentam nas primeiras cadeiras da sala de aula e gostam mesmo de estudar assuntos que contém sempre a razão e a lógica.  Por isso a diferença, os Geeks são completamente diferentes, também são fascinados por ciências exatas (matemática, física, química e etc), mas também por gibis, filmes e seriados de ficção científica, computadores, games e todos os produtos que possam ser vendidos que tenham a ver com seus filmes e personagens favoritos. Por isso, pode-se dizer que um Geek pratica a atividade sobre assuntos que ele gosta, e não apenas, porque ele acredita que tem que obter certo conhecimento.
   Segundo pesquisas, jovens que tem por natureza ser um Geek, futuramente sempre se dão bem no mercado de trabalho. Trabalham em bancos, programando computadores ou - os menos sortudos - em locadoras de video-game.
   Mesmo sendo descolados e possuindo um alto nível cultural na atualidade, alguns não deixam de sofrer preconceito, costumam também serem alvos de brincadeiras de mau gosto, principalmente quando se trata de algum adolescente.
   Amantes da tecnologia, esta seria a palavra certa para definir um Geek. Pesquisas apontam com o aumento desta tribo, a sociedade com certeza em breve terá uma grande evolução tecnológica, conseqüência disto, uma nação mais evoluída. 

Mais que um esporte, um estilo de vida

Por Sarah Pazetto e Marina Contiero.
    Nascido nos Estados Unidos, na Califórnia,  por surfistas cansados de  surfar apenas em ondas , inventaram uma prancha que também poderiam surfar em maré baixa. Ao longo dos anos, o skate tornou-se um esporte popular, ocorrendo campeonatos nacionais e mundiais da modalidade. Hoje em dia, o skate é considerado uma, em meio a tantas tribos, pois a prática desse esporte é também uma forma de expressão, em que buscam, através de manobras radicais, quebrar barreiras e desafiar as leis da gravidade com muito estilo,trata-se também de uma subcultura, ou mais que isso, um estilo de vida.
    Após os anos 80 os skatistas criaram sua moda, adotaram um estilo próprio de se vestirem. Calças largas – sempre uma numeração maior, gancho caído, bolsos e panos leves, para dar movimentação, juntamente com sobreposições de camisetas igualmente largas, geralmente com algumas estampas ou cor. É marca registrada, inclusive, uma parte da cueca (ou calcinha) aparecer por cima da calça, já que são largas e os movimentos são muito bruscos.
    Entre os acessórios utilizados pelos integrantes dessa tribo encontra-se: Os bonés, que são indispensáveis para a montagem do “look skate”, a utilização de tênis também é importante. O modelo mais comum é o de formato arredondado, nas versões em cano longo ou não.
Os detalhes decorativos – recortes, aplicações – são inspirados em elementos provenientes da arte urbana, podendo explorar cores contrastantes. A utilização de correntes pesadas em metal já dá conta de demonstrar a transformação do estilo. No geral, é um estilo simples e urbano.
     O gosto musical do skatista reúne influências de vários gêneros, no entanto a vertente mais forte entre os acordes pesados do hardcore é o ritmo apressado e bruto do punk, com certeza o punk rock acabou sendo a forma de expressão musical mais importante para essa tribo.
Contudo, atualmente outros estilos musicais também são bastante associados ao esporte e à tribo, como o hip hop, rap e o reggae.                                                                                                                   
    Outra coisa que também faz parte da ‘cultura’ dessa tripo, são as gírias,como: AM: (Amador,  ou seja, não profissional), Basudo: (Skatista que sabe bem do que faz, que tem base), Boca: (Algo que não é legal), Bungee skate: (Skatista que pula de Bungee Jump a partir de um skate) , Cabrero: (Manobra difícil em obstáculo grande) , Cas-quatro: (Manobra executada com perfeição) , Fazer session: (Sair e andar de skate), Freestyle: (Modalidade do skate praticada no piso sem obstáculos), Manobra casca: (Manobra difícil) , Moment: (O ponto alto da manobra) , Roubada:( Manobra mais ou menos. Acerta-se a manobra mas não com perfeição), Tomar vaca, capote ou hang up:( cair).
    Os skatistas , assim com a maioria das pessoas que fazem parte assumidamente de alguma tribo, e que expressão através de sua forma de falar , pensar , e se vestir o que gostam que querem e o que as faz bem , não são bem vistos perante a sociedade .Os skatistas são vistos como marginais  vagabundos e desocupados. São vistos pela sociedade como ‘largados’, ou até chamado de marginais, ou seja, são vítimas de preconceito – algo corriqueiro no universo das tribos. É importante lembrar que também há preconceito até mesmo entre os esportistas. Muitos garotos não aceitam que meninas também andem de skate. Essa é uma das barreiras que ainda tem que ser quebradas nessa tribo.


A evolução das tribos urbanas: Do Punk ao Emo.

Por Deborah Guerra, Bruno Fernandes e Marcela Garbim.

   Na década de 80, surge do cenário punk uma nova tribo chamada Emocore. Com maneiras diferentes de se vestir, são pessoas que se emocionam por qualquer motivo, e, por isso, sofrem preconceitos. Passam parte do tempo isolados, quando não, reunidos em lugares afastados das outras pessoas.
   O termo emo surgiu em torno do gênero musical emotional hard core, que despontou na segunda metade da década de 1980 em Washington. O termo foi originalmente aplicado a bandas do cenário punk que tocavam rock com letras poéticas e românticas. Embrace e Hits of Spring são algumas das bandas que tinham esse estilo. No Brasil o gênero se instalou em meados de 2003 por forte influência americana e caracterizou o modo de agir e de vestir de adolescentes do país inteiro.
    Os Emos gostam de ouvir música de batidas pesadas como Screamo / Emocore com letras românticas. Um bom exemplo é a banda Alesana. No Brasil As bandas “emo” tocam um tipo de rock punk melódico, e estouram nas paradas de sucesso. As bandas desse estilo mais ouvidas são Nx zero, Fresno, For Fun e Strike.
    Fisicamente, podemos reconhecer um Emo pela franja que tampa o olho com o cabelo sempre esticado e de preferência preto; os olhos pintados de preto; as calças justas e de cores escuras; as camisetas de bandas ou de padrões à risca nos tons de vermelho, branco e preto. Os cintos de taxas, as luvas com os dedos cortados e os pins também são frequentes neste estilo assim como o tênis All Star. Isto tanto se aplica para os meninos como para as meninas, o que explica a dificuldade que algumas pessoas têm em distinguir os dois sexos.
    Essa tribo se auto define como um grupo de adolescentes sensíveis, carinhosos, sem preconceito, que curtem o emocore, uma vertente do punk com som pesado, mas com letras românticas. Na maioria das vezes estão na faixa dos 14 aos 20 anos. Para quem vai mais fundo na proposta, existe também a atitude, emos autênticos têm facilidade para demonstrar os sentimentos. É comum, por exemplo, ao se encontrarem, trocarem longos abraços, beijos e elogios. Chorar ao som de uma determinada música também faz parte, mas há exceções. Nem todo fã de emocore chora e adota esse visual emo.
    A atitude mais sensível e a liberdade em expressar sentimentos tornaram os emos  alvo de preconceitos. Quase sempre os emos são principalmente criticados por tribos como Punks e skinheads radicais, que são totalmente contra o comportamento sentimental dos emos. Pessoas aqui no Brasil levam muito a sério o preconceito contra essas pessoas pelo jeito de se vestir, falar e andar para muitos os ‘’emos’’ são homossexuais, o que nem sempre é verdade, porém Os emos garantem que são pacíficos, não procuram briga e acham um absurdo as agressões cometidas por punks e outros grupos.
    Na cidade de São Paulo, para encontrar essa turma, basta ir nas tardes de sexta ou aos sábados na Galeria do Rock, local preferido dos emos. Os mais novos também circulam por shoppings de São Paulo, como o Anália Franco e o West Plaza. Não há dia definido, mas a maior concentração ocorre geralmente aos sábados.